Por mais
inacreditável que pareça, caíram fragmentos de um meteoro na Terra. A queda de
meteoritos está naquela categoria de possibilidades remotas.
Um
bocadinho como o Euromilhões, mas no mau sentido. O mais recente meteoro, que
teria o simpático peso de 7.000 toneladas, desintegrou-se na atmosfera sem que
ninguém o pudesse prever e os meteoritos espatifaram-se na zona dos montes
Urais, na Rússia. A surpresa celestial provocou mais de mil feridos e uma destruição
generalizada de edifícios e automóveis. As únicas pessoas nada atónitas com o
acontecimento foram os especialistas, que afirmam que a queda de meteoros é
mais frequente do que pensamos. A diferença foi ter havido meteoritos a cair no
meio de pessoas. Se é assim, então não estamos perante uma possibilidade
remota, mas antes perante uma possibilidade pouco conhecida por falta de
testemunhas com câmara no telemóvel. Só nos faltava mais um motivo de
preocupação.
Quando
sabemos pouco
Alfred Hitchcock
está na berlinda. Desta vez, o tema explorado é a produção do filme Psycho e a
relação entre o realizador e a mulher, Alma Reville. O filme de Sacha Gervasi,
com Anthony Hopkins e Helen Mirren, não é tão desinteressante como o de Julian
Jarrold, de que aqui falei há tempos. Mas também não é nenhuma obra-prima. Há
uma tendência voyeurista na descrição das relações de Hitchcock com as pessoas
na sua vida que não passam da aborrecida superficialidade. O homem que gostava
das louras, inseguro, dependente da mulher, nada disto basta para entendermos
um dos realizadores mais marcantes da história do cinema. Esta insistência nos
detalhes domésticos só pode ter que ver com o verdadeiro mistério que seria
esta pessoa, mais privada do que tantos gostariam. Não gostei nada de Hopkins
no papel. Parece que tem bócio. Helen Mirren, pelo contrário, é excelente. Não
sei se será Alma Reville, mas está bene trovatta.

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